Gangbang dealers

Gangbang dealers
Autor: MaicknucleaR

Existem fatos que são capazes de marcar uma época: uma guerra, revolução, ditadura, um golpe de estado e quando a mina mais casta e pura do bairro, roda a banca de cinco marmanjos bêbados e drogados. Este tipo de acontecimento é capaz de tornar-se uma lenda urbana e ser mais comentado que o primeiro Brasileiro no espaço.
Tudo aconteceu em uma feia e cinzenta noite de inverno em mil novecentos e noventa e oito. Lá estávamos nós, trocando idéia, entornando um vinho naquele cômodo estreito com Keith Murray tocando como plano de fundo. Rindo. Falando besteiras em nosso apertado Q.G. enquanto o frio castigava lá fora e as últimas brasas de uma fogueira brilhavam sob o orvalho que lhe apagava.
Nosso Q.G. tinha fama intermunicipal. Pessoas apareciam a todo instante, mas só os da casa ficavam sempre por ali. Quando a porta estava fechada, nem adiantava gritar pelo muro que ninguém atendia. Essa era uma regra: “porta fechada, ninguém em casa” (nem mesmo se tivesse). – Mas geralmente a porta ficava aberta.
Como é de hábito, as meninas chegaram invadindo sem nem imaginar o que estava prestes a acontecer. Conversa vai, conversa vêm, três mulheres, cinco caras, quatro paredes e um dia frio.
Não sei como, mas o álcool acabou nos levando até um estranho jogo da garrafa com verdade e desafio embutido. Duas se interessaram pelas “possibilidades” e decidiram jogar. Menos a puritana. A menina que diziam ter até um cinto de castidade de teflon made in Taiwan. Suas amigas boas influências que eram, começaram a reclamar com ela, dizendo: “Vai, ô! Deixa de ser besta. Joga aí ô”. E no final das contas ela acabou aceitando participar.
Logo na primeira rodada, o desafio foi deixar a luz apagada por dois minutos. A puritana estava sentada no braço do sofá, a minha direita, ao lado da porta (ali era meu cantinho). Por algum impulso cerebral depravado, peguei a mão dela, coloquei sobre o meu pau e ela não fez nada. Pensei comigo: “Demoro pr’eu tirar o meninão pra fora”, tirei, puxei a mão da puritana e ela automaticamente começou a bater uma.
Pensei novamente com meus botões: “Saber que na verdade ela é mó safada é uma informação vital. Vou ficar quietinho agora e depois arrasto a danada pra casa e como”. Mas minha informação não foi confidencial por muito tempo, pois na segunda rodada, o castigo foi pra puritana e o castigo foi beijar todos os caras na boca. A partir dali eu sabia que os caras iriam aumentar a maldade em cima dela (e talvez ela cede-se). As outras duas davam claros sinais de que logo pulariam fora dali e deixariam a puritana sozinha na filial do inferno.
A porta foi sorrateiramente fechada e as maldades foram aumentando no recinto (poupo maiores detalhes do que aconteceu naquele dia em respeito à família brasileira). Demorou um longo tempo e várias chupadinhas de quinze segundos das minas até que a puritana fosse novamente escolhida pela garrafa.
Um elemento mais afobado mandou que a puritana fizesse uma gulosa pra todos os caras do recinto – eis a hora da verdade. O momento exato quando a mascara cai e o botox aparece. Um momento mais espetacular que um equinócio.
A puritana pediu para que apagassem as luzes, como ela estava a meu lado, fui o primeiro ganhador felizardo. Em certo momento, os ejaculadores precoces se irritaram com minha demora. Botei a cara da puritana nas minhas bolas, saquei uma camisinha do bolso de trás, pus no pau, pedi para que ela ficasse em pé e deixei-a peladinha. Mandei-a ficar de quatro chupando o próximo “jogador” enquanto eu procurava o cu dela com os dedos. Achei o anel dela e pelo tato percebi que andou entrando caminhão naquela garagem de fusquinha. Mirei o cu dela e enfiei. Passei o braço por baixo dela e tateei sua vagina para confirmar se eu tinha enfiado no buraco exato – pois continuava tudo apagado.
Sim, eu tinha mesmo enfiado no cu daquela pequena vagabunda. Atentei ao fato de que meu pau entrou naquele rabo como uma faca quente entra na manteiga “aviação”. Ou seja, a puritana estava mais para prostituta. Comi aquele rabo com toda lascívia existente e gozei gostoso dentro daquela camisinha que estava no meu pau enquanto meu pau estava dentro daquele rabo enorme.
Suado, subi as calças e sai do recinto. Fazia um frio da porra. Atravessei a rua para pegar um naco de bagana que eu havia deixado guardado num buraco no muro do outro lado da rua e vi as outras duas amigas dobrando a esquina. — Eu disse que elas abandonariam a puritana-surfistinha (quem tem a nobreza das ruas sabe dessas coisas).
Acendi a bagana na última brasa de uma fogueira semi-extinta. Sentei em um sofá velho na calçada e fumei enquanto meus amigos continuavam fazendo história dentro daquele cômodo sujo e cheio de baratas.

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