Jubilo matinal

Jubilo matinal
Autor: MaicknucleaR

Prazer intrínseco,
A opulência divina que nasce ao leste,
Feixes elucidativos,
Conspícuo e incomensurável,
Alegre visão tal qual o violão neste quarto azul,
Definições e resoluções de cores jamais avistadas por alguém a não ser eu,
Brumoso.
Amarelo, vermelho, laranja?
Preâmbulo diurno,
Insônia noturna,
Faz-se a volição de cada ser humano,
Peço para que não passe ninguém,
Tempos como esses…
Pergunto: Porque esta moda depressiva está instalada no mundo?
Respondo: Por que não tiveram essa visão que tive!
Visão que muda meu estilo de escrita,
Apetece meus ânimos e toca o meu envergado violão,
Nasce, cresce e jamais morre,
Esquenta, soa, frita…
Gostaria de compartilhar esta visão com o mundo,
Mas não; este momento é só meu e de ninguém mais,
Minha idiossincrasia deve ser definida em forma quase poética após esta visão do renascer,
A insônia que me acometera fora por causa boa,
A beleza da imagem justifica o esgotamento da carne,
Anacrônisa minha alma,
Ofende meus princípios tolos…
Efemeridade… Passou…
Queria que tudo volta-se…
Queria que novamente tudo fosse apenas meu!

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